SIGSSST — NR-01 · GRO e PGRTestar grátis com Google

Matriz de risco: probabilidade × severidade e classificação de risco no PGR (NR-01)

A matriz de risco é o método de avaliação que define o nível de cada risco ocupacional pela combinação de probabilidade × severidade, servindo de base para classificar os riscos e montar o plano de ação do PGR. No SIGSSST — NR-01, o nível de risco é calculado automaticamente (probabilidade × severidade, cada fator de 1 a 5, resultado de 1 a 25) e o risco é classificado em Baixo, Médio, Alto ou Crítico; para os níveis mais altos, o sistema gera uma ação prioritária no plano de ação.

Resumo rápido

  • O nível de risco é o produto da probabilidade pela severidade (nível = probabilidade × severidade); cada fator é um inteiro de 1 a 5, então o nível varia de 1 a 25.
  • A classificação de risco é automática conforme o nível calculado: Baixo (1 a 5), Médio (6 a 11), Alto (12 a 19) e Crítico (20 a 25).
  • Um risco Alto ou Crítico que ainda não tenha ação vinculada gera automaticamente uma ação prioritária no plano de ação do PGR (módulo M03), com prazo padrão de 30 dias (Alto) ou 15 dias (Crítico).
  • O número de trabalhadores expostos é campo obrigatório e entra na priorização das ações, pela regra nível de risco × número de expostos (NR-01, item 1.5.5.2.1.1).
  • Base normativa: a avaliação e a classificação dos riscos para o plano de ação são exigidas pela NR-01, item 1.5.7.3.2, alínea 'i', dentro do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO, item 1.5).

O que é a matriz de risco

A matriz de risco é a ferramenta de avaliação que transforma os perigos identificados no inventário em um nível mensurável, cruzando duas dimensões: a probabilidade de o dano ocorrer e a severidade da lesão ou do agravo à saúde. No SIGSSST — NR-01 ela é o núcleo do Inventário de Riscos Ocupacionais do PGR (módulo M02), que identifica, avalia, classifica e controla riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos, de acidentes e psicossociais.

Cada linha do inventário representa um par atividade + perigo, acompanhado da fonte ou circunstância, da lesão ou agravo potencial, dos trabalhadores expostos, das medidas de controle já implementadas e da avaliação de probabilidade e severidade. A partir desses dois valores, o sistema calcula o nível de risco e atribui a classificação automaticamente, sem digitação manual do resultado.

Como calcular: nível = probabilidade × severidade

O nível de risco é obtido pela multiplicação direta dos dois fatores: nível de risco = probabilidade × severidade. Como cada fator varia de 1 a 5, o nível resultante fica entre 1 (probabilidade 1 × severidade 1) e 25 (5 × 5). O cálculo é executado pela plataforma no momento em que o risco é salvo, e o nível é um campo derivado — não se digita o resultado.

  • Probabilidade (1 a 5): estima a chance de o dano ocorrer; quanto maior o valor, maior a probabilidade.
  • Severidade (1 a 5): estima a gravidade da lesão ou do agravo, considerando a consequência de maior severidade entre as possíveis para aquele perigo.
  • Nível de risco (1 a 25): resultado de probabilidade × severidade, calculado e gravado automaticamente a cada avaliação.

Exemplos práticos, cobrindo as quatro faixas: probabilidade 1 × severidade 4 dá nível 4 (Baixo); 2 × 3 dá nível 6 (Médio); 3 × 4 dá nível 12 (Alto); 4 × 5 dá nível 20 (Crítico); o teto é 5 × 5, nível 25 (Crítico).

Escalas de probabilidade e severidade (matriz 5x5)

Tanto a probabilidade quanto a severidade são preenchidas como números inteiros de 1 a 5 — valores fora dessa faixa, ou não inteiros, são rejeitados no cadastro. A estrutura resultante é uma grade de cinco por cinco, comumente chamada de matriz de risco 5x5, com 25 combinações possíveis de nível.

A escolha de cada fator não é arbitrária: apoia-se nas informações do próprio inventário — frequência e duração da exposição, dados da análise preliminar ou do monitoramento de agentes físicos, químicos e biológicos e, para a severidade, a consequência de maior gravidade possível. Esses critérios de avaliação devem estar previamente estabelecidos e documentados (NR-01, item 1.5.4.4.2.2), de modo que a mesma situação receba sempre a mesma pontuação.

Classificação de risco automática: baixo, médio, alto e crítico

Assim que o nível é calculado, o sistema atribui uma das quatro classificações de risco usando faixas de corte fixas:

  • Baixo — nível de risco de 1 a 5.
  • Médio — nível de risco de 6 a 11.
  • Alto — nível de risco de 12 a 19.
  • Crítico — nível de risco de 20 a 25.

Essas faixas são a metodologia padrão da plataforma, cuja matriz é configurável. A NR-01 não impõe uma matriz específica: ela exige que a avaliação siga critérios previamente estabelecidos e documentados (item 1.5.4.4.2.2) e que o resultado inclua a classificação do risco para o plano de ação (item 1.5.7.3.2, alínea 'i').

Número de expostos e priorização

Além de probabilidade e severidade, cada risco registra o número de trabalhadores expostos, campo obrigatório. Esse número não altera o nível de risco, que depende apenas dos dois fatores, mas é determinante para priorizar as ações: a regra de priorização do plano de ação combina o nível de risco com o número de expostos, de modo que um risco que atinge muitas pessoas sobe na fila mesmo tendo nível igual a outro.

Na listagem do inventário, os riscos aparecem ordenados do maior para o menor nível, colocando os itens mais graves no topo da fila de tratamento.

Risco alto/crítico gera ação prioritária (prazos 30/15 dias)

Quando o risco é classificado como Alto ou Crítico e ainda não há uma ação vinculada a ele, a plataforma cria automaticamente uma ação de tratamento prioritário no plano de ação do PGR (módulo M03). A ação nasce em aberto, com responsável 'a definir' e prioridade derivada da classificação:

  • Risco Alto → ação de prioridade alta, com prazo padrão de 30 dias.
  • Risco Crítico → ação de prioridade crítica, com prazo padrão de 15 dias.

Os prazos de 30 e 15 dias são contados a partir da criação da ação e valem como padrão quando o risco não traz uma data de revisão prevista; se essa data for informada, ela prevalece como prazo. Os responsáveis e o gestor são notificados, com escalonamento previsto caso o risco permaneça sem ação.

Base normativa (GRO/PGR)

A matriz de risco integra o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) da NR-01 e alimenta o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Os itens diretamente relacionados são:

  • NR-01, item 1.5 — Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), estrutura que engloba a avaliação e o controle dos riscos.
  • NR-01, item 1.5.4.4.2.2 — critérios de avaliação de riscos previamente estabelecidos e documentados (a metodologia da matriz).
  • NR-01, item 1.5.7.3.2, alínea 'i' — o inventário de riscos deve conter a avaliação dos riscos, incluindo a classificação para fins de elaboração do plano de ação.
  • NR-01, itens 1.5.5.2 e 1.5.5.2.1.1 — plano de ação e priorização das medidas considerando nível de risco e número de expostos.
  • Correlação ISO 45001:2018, item 6.1.2 — identificação de perigos e avaliação de riscos de SST.

Como montar e classificar um risco na matriz do PGR

  1. Descrever atividade e perigo. Registre o par atividade + perigo no inventário, com a fonte ou circunstância e a lesão ou agravo potencial, selecionando a consequência de maior severidade.
  2. Informar os trabalhadores expostos. Preencha o número de expostos, campo obrigatório que será usado na priorização das ações do plano de ação.
  3. Atribuir a probabilidade (1 a 5). Escolha um inteiro de 1 a 5 para a chance de o dano ocorrer, conforme os critérios de avaliação previamente documentados.
  4. Atribuir a severidade (1 a 5). Escolha um inteiro de 1 a 5 para a gravidade da consequência de maior severidade.
  5. Deixar o sistema calcular o nível. A plataforma multiplica probabilidade × severidade e grava o nível de risco (de 1 a 25) automaticamente.
  6. Ler a classificação automática. O nível define a faixa: Baixo (1 a 5), Médio (6 a 11), Alto (12 a 19) ou Crítico (20 a 25).
  7. Tratar riscos Alto e Crítico. Para Alto ou Crítico sem ação vinculada, o sistema abre uma ação prioritária no plano de ação (M03) com prazo padrão de 30 ou 15 dias; defina o responsável e as medidas de controle pela hierarquia, da eliminação ao EPI.

Perguntas frequentes

O que é a matriz de risco na NR-01?

É a ferramenta de avaliação que cruza a probabilidade de o dano ocorrer com a severidade da lesão ou do agravo para atribuir um nível a cada risco do inventário. Na plataforma, o nível é o produto probabilidade × severidade (cada fator de 1 a 5) e define a classificação do risco (Baixo, Médio, Alto ou Crítico) que orienta o plano de ação do PGR.

Como se calcula o nível de risco na matriz?

O nível de risco é o produto da probabilidade pela severidade: nível = probabilidade × severidade. Cada fator é um número inteiro de 1 a 5, então o nível varia de 1 a 25 e é calculado automaticamente quando o risco é salvo.

A matriz de risco 5x5 é obrigatória pela NR-01?

Não. A NR-01 não fixa uma matriz específica; ela exige que os riscos sejam avaliados por critérios previamente estabelecidos e documentados (item 1.5.4.4.2.2) e que o inventário inclua a classificação do risco para o plano de ação (item 1.5.7.3.2, alínea 'i'). A matriz 5x5 é a metodologia padrão e configurável da plataforma.

Qual a diferença entre risco Alto e Crítico?

É o valor do nível: Alto vai de 12 a 19 e Crítico de 20 a 25. Ambos geram ação prioritária automática no plano de ação quando ainda não há ação vinculada, mas o Crítico entra com prioridade crítica e prazo padrão de 15 dias, enquanto o Alto entra com prioridade alta e prazo padrão de 30 dias.

O número de expostos muda o nível de risco?

Não. O nível depende apenas de probabilidade e severidade. O número de expostos é campo obrigatório e entra na priorização das ações: a regra do plano de ação considera nível de risco × número de expostos (item 1.5.5.2.1.1), priorizando riscos que atingem mais trabalhadores.

O que acontece quando um risco é classificado como Crítico?

Se ainda não houver ação vinculada, o sistema cria automaticamente uma ação de tratamento prioritário no plano de ação (M03), em aberto, com prioridade crítica e prazo padrão de 15 dias, e notifica os responsáveis. A geração é idempotente, então reavaliar o mesmo risco não duplica a ação.

Riscos psicossociais usam a mesma matriz?

Sim. O risco psicossocial é um dos tipos do inventário e passa pela mesma avaliação de probabilidade × severidade, com um subformulário específico (fator psicossocial, instrumento aplicado, periodicidade da pesquisa e indicadores monitorados). Sinais vindos do canal de denúncias entram apenas de forma agregada, sem dados que identifiquem pessoas.

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